O Brasil foi e
continua sendo muito cruel com os escravos que o povoaram e
civilizaram. No passado, eles foram amarrados, arrastados,
repartidos com ferro, embarcados, batidos, moídos e
espremidos (assim descreveu Antonil o processo de
fabricação da cana-de-açúcar). Hoje,
tripudia-se da história deles. Pouca gente sabe, mas
está por desaparecer, definitivamente, um bem
arquitetônico de inestimável valor para a
história das rebeliões escravas no Brasil: a igreja
de São José do Queimado, nos arredores da cidade de
Vitória, capital do Espírito Santo. A mata já
cobriu quase tudo. O próprio interior do edifício
está tomado pelas plantas. Só restam de pé as
duas paredes laterais do templo, precariamente atadas por um cabo
de aço. O lugar impressiona. Dá a impressão
que a natureza, cheia de razões, decidiu retomar aos homens
aqueles domínios e sepultar, em verde esquife, uma
história que não se fez possível. Sem pressa,
vai a tudo recobrindo, como a dizer que pode, deve e
quer. A
comparação entre o destino da igreja de São
José e o da mansão onde morou Laurinda Santos Lobo,
localizada no charmoso bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro
é inevitável. Já em ruínas, a
residência de Laurinda foi recentemente recuperada de maneira
criativa: paredes no tijolo, destruídas, coexistem com
estruturas de metal e de vidro. É muito visitada, virou
ponto turístico da cidade, com exposições,
shows etc. Uma placa, inaugurada em 1997, diz o seguinte: "Foi uma
época áurea do bairro de Santa Teresa. Plantada num
elevado de onde se descortina toda a cidade, ali estava a casa,
parecida com sua dona, audaciosa combinação de
vários estilos. Artistas e intelectuais voltejavam em torno
dela. No mirante dançou Isadora Duncan, tocou Villa-Lobos.
Suas vozes, seus passos, seus risos ainda ecoam. Laurinda flutua,
dança ao luar, ao som de Villa-Lobos, envolta em nuvens,
puxando para si os véus de Isadora. Laurinda Santos Lobo,
deidade do Rio, nascida em 4 de maio de 1878, saída do mundo
em 18 de julho de 1946, nos recebe a todos." Enquanto Laurinda
ainda flutua, perene, sobre o Rio de Janeiro (tomara que para
sempre), a lembrança da rebelião dos escravos da
antiga freguesia de São José do Queimado está
prestes a perder o que resta de seu templo.
A igreja teve
um papel central na revolta que tomou conta do povoado, em 1849. O
estado a que está reduzida, e a incapacidade demonstrada, ao
longo dos últimos anos, de conservá-la, é
muito sintomático de nossas desventuras como
“povo”, nesta América tropical. Porque, a rigor,
a preservação do templo, e com ele, a memória
da rebelião, só faz sentido numa sociedade na qual o
problema da cidadania e dos direitos do populacho esteja, de fato,
na ordem do dia. A igreja, ou o que resta dela, é um marco
na luta pelos direitos no Brasil, que não começou
ontem, com a abolição ou a carteira de trabalho de
Getúlio Vargas. Quando as duas últimas paredes da
igreja de São José do Queimado vierem ao chão,
os escravos do povoado (que as ergueram) terão sido
derrotados pela segunda vez (a primeira ocorreu em 1849, quando
falhou o plano de usar o templo católico para se alforriarem
em massa.). E a presente geração de brasileiros, em
sua maior parte descendentes deles, terá de constatar que
perdeu mais uma batalha contra os das Casas Grandes &
Mansões. Talvez ainda seja tempo de apenas tratar de
sobreviver. É
preciso contar a história dessa rebelião, para que se
possa ter a dimensão exata do que está prestes a nos
ser tomado, na perspectiva da luta pela cidadania.
A antiga
freguesia de São José do Queimado, criada em meado do
século XIX, está hoje incorporada ao município
capixaba de Serra, um dos que compõem a área
periférica da grande Vitória. O povoado de Queimado
estava situado às margens do rio Santa Maria, por onde
trafegavam canoas carregadas de café, farinha de mandioca,
cana-de-açúcar, milho, feijão, coisas que os
do lugar plantavam pelo método costumeiro: derrubar,
queimar, rossar. Na década de 1840, quando chegou a reunir
cerca de 5 mil moradores, parecia que o destino reservava certa
importância ao povoado, não obstante a pobreza do
lugar. Mas um lento e irremediável processo de
decadência econômica e despovoamento, iniciado
já na segunda metade do século XIX, frustrou esta
possibilidade. No local onde se localizava a vila, os únicos
testemunhos visíveis do engenho humano são as
ruínas da Igreja. A
história da rebelião está documentada,
sobretudo, na correspondência trocada por autoridades civis e
religiosas e no livro A Insurreição de Queimado, de
Afonso Cláudio de Freitas Rosa, escrito em 1884. O processo
criminal então aberto está perdido. Embora escrito
trinta e cinco anos depois do episódio, o livro é a
principal fonte do levante, pois está baseado em relatos de
sobreviventes que participaram ativamente da
conflagração. Isso o converte em fonte
primária dos acontecimentos. Os relatos estão no
livro, mas contados pelas palavra de Afonso Cláudio. Um
testemunho importante foi fornecido por um velho e alquebrado
escravo, possivelmente de nome Carlos, um dos cabeças da
revolta. Na metade da década de 1880, ele ainda se
conservava fugido, perambulando pela região, com a
complacência de seu antigo senhor, o padre e bacharel
João Clímaco. Deve ter sido uma conversa estranha, a
entretida entre Afonso Cláudio, então com 20 e poucos
anos, e o velho escravo errante. Eram destinos muito diferentes que
se cruzavam: enquanto Carlos jamais reencontrara o sossego, Afonso
Cláudio viria a ser o primeiro presidente do Estado do
Espírito Santo, no regime republicano. Por pouco não
foi uma conversa de surdos. O escritor confessou que apenas com
“demasiado esforço” conseguiu compreender a
“exposição truncada” do escravo. Talvez
fosse menor a dificuldade se o jovem bacharel tivesse melhor
opinião sobre os “pretos”. Ele era sinceramente
tocado pelo sofrimento dos escravos, mas os julgava pessoas
rústicas e incapazes de uma compreensão “clara
e desenvolvida” das coisas.
A
história do levante está ligada à pessoa do
capuchinho italiano Gregório José Maria de Bene, que
desembarcou no Brasil em 1844, designado para a catequese
indígena no Espírito Santo. Um ano depois,
porém, já estava o frade decidido a levantar uma
igreja no povoado de Queimado. Pois cinco mil almas não
haviam de permanecer apartadas das palavras de Deus e longe da
assistência dos vigários. (Não necessariamente
nesta ordem: uma vez nomeado vigário da paróquia,
Gregório tratou de intervir até no alinhamento das
ruas do povoado). A edificação do templo, em
homenagem a São José, não demorou. O
esforço foi de todos. Os mais aquinhoados deram algum
dinheiro, providenciaram recursos públicos e doaram os
sinos. Os menos afortunados de todos, os escravos, deram os
domingos e os dias santos, em trabalho. E Deus não paga em
dobro a fadiga e a perseverança?
Em 1846,
São José do Queimado foi elevado a freguesia. Em
1848, o presidente da província escreveu ao bispo do Rio de
Janeiro solicitando a nomeação de Gregório
para Vigário Encomendado, por ser esta a vontade do povo do
lugar. Acrescentou que o frade ia erigindo, “a custa dos
fiéis, e por meio de suas exortações, um
majestoso templo de pedra e cal, que tem de ser dedicado ao
patrício São José, excitando a
admiração de todos por sua grandeza e por se estar
fazendo, pode-se dizer, no centro da pobreza. Concluiu
profetizando: “Já vi essa igreja e creio que,
concluída, será uma das mais importantes da
província”. Àquela altura, ninguém podia
suspeitar que a igreja logo voltaria ao pó, por haver se
convertido no principal cenário da guerra de senhores e
escravos. Gregório
não tem se saído bem nos julgamentos dos
historiadores. Para Eugênio de Assis, autor de Levante dos
Escravos no Distrito de São José do Queimado, o
frade, no afã de fazer prosperar a paróquia e
construir sua carreira, fez crer aos escravos que eles iam ganhar
cartas de alforrias se ajudassem a erguer a igreja de São
José. Para Afonso Cláudio, o frade era apenas
imprudente e um tanto simplório. A combinação
do ardor religioso, convicções abolicionistas e pouco
domínio do idioma português o levava a frases
veementes, de palavras mal escolhidas, de condenação
à escravidão. O Capitão Rodrigues Velho, de
quem Afonso Cláudio obteve um bilhete no qual rememorava os
acontecimentos, dizia do frei: “o papel que frei
Gregório representou na insurreição,
não passou de um frade camelo e inconsiderado, que em suas
conversações com os negros lembrava a plena liberdade
que gozam os povos da Itália e de outros países da
Europa, reprovando e maldizendo assim o cativeiro do Brasil, o que
muito concorreu para a revolta na mente estúpida dos
cativos”. Camelo, além do ruminante, queria dizer
homem burro (estúpido como um cativo). Afonso Cláudio
achava que o capitão tinha lá a sua razão, que
o frade estava mais para camelo do que para
trapaceiro. Mas se o frade
era um tonto, quem planejara tão ardiloso plano, de
convencer os escravos das redondezas de que, em troca do trabalho
na construção do templo, todos obteriam cartas de
alforria? Dizia-se que Gregório e a Rainha eram conhecidos,
se estimavam, e que esta havia prometido ao pároco a
graça de redimir os escravos no dia de São
José, pelos muitos serviços prestados à
religião. A declaração de liberdade seria lida
durante a missa inaugural. Era uma rebelião com data marcada
para acontecer: dia 19 de março de 1849, dia da
inauguração da igreja, dia do padroeiro São
José. Na
opinião de Afonso Cláudio, o arquiteto maior da trama
fora um escravo chamado Elisiário, um “preto
pernóstico”, daqueles que buscavam a
“afeição dos brancos”, mas conservavam o
respeito dos demais, que permaneciam rudes e “sem a menor
inclinação pelos brancos”. Era coisa tão
engenhosa que Afonso Cláudio duvidava se podia ser obra de
um preto e, indiretamente, responsabilizou o padre João
Clímaco, o dono do escravo Carlos, o suposto informante de
Afonso Cláudio. Homem de espírito, palestrante
entusiasta, narrador destro, sempre disposto a animar uma conversa,
João Clímaco era irmão do dono de
Elisiário, e este, amigo de Carlos, costumava
freqüentava as senzalas e a cozinha do padre.
Na
véspera do dia de São José, a noite, cerca de
duzentos escravos reuniram-se nas proximidades do povoado.
Dispersaram-se para não despertar temores. Quando o dia
amanheceu, instalaram-se na mata próxima ao templo, sob o
comando de Chico Prego. Um grupo, liderado por Elisiário,
foi procurar Gregório na igreja. As palavras que trocaram, o
vento levou. Sabe-se apenas que o sacerdote, amedrontado, e
informado que uma multidão de negros esperava na mata,
desistiu de celebrar a missa e mandou que cerrassem as portas da
igreja. Antes que aquela manhã terminasse, Gregório
trairia os escravos três vezes. Em carta enviada ao
presidente da província, dias depois, protestou contra
“a grande e maliciosa aleive que os negros cativos
levantaram-me no Queimado e na cidade de Vitória”, e
jurou, e repetiu o juramento, que não havia sido a causa nem
aconselhara o motim. Enquanto
Gregório discutia com Elisiário, Chico Prego e os
demais escravos resolveram dirigir-se à igreja. Entraram no
povoado em trajes pouco usuais, metidos nas melhores roupas (quem
sabe alguns calçados), com ares de dotô. Gritos de
vivas à liberdade disseminaram o pânico entre a
população livre. Gregório, então, foi
obrigado por um cidadão a reabrir a igreja, pois não
convinha aparentar medo diante dos negros e aumentar-lhes a
coragem. Não podia nem devia: tomado pelo temor de cair
vítima dos rebeldes, foi esconder-se na sacristia ainda no
meio da santa missa. Mas nem assim escapou dos escravos. Na carta
ao presidente da província, contou que eles o obrigaram a
abrir a porta da sacristia. E jurou que disse claramente que
não podia nem devia nem queria dar-lhes carta de alforria
alguma. E “quando exigiram de mim em a sua maldade e
revolta”, aconselhou a obediência e o retorno às
suas casas, além de prometer-lhes o patrocínio na
volta. Os escravos,
porém, saíram da sacristia dizendo que
Gregório havia rogado aos donos dos escravos as alforrias,
em nome da religião, mas implorara em vão. E exibiram
um papel no qual os seus senhores deveriam apor as suas
assinaturas, de modo a libertá-los. Gregório se
encarregaria de o enviar à Rainha. A esta altura, o povoado
estava em pé de guerra. Era escandalosa a desenvoltura dos
pretos, a desfilar pelas ruas de Queimado senhores de si. Um grito
de “viva o bacalhau!” calou as
comemorações e trouxe um pesado silêncio. As
últimas casas que se conservavam abertas, foram fechadas. Os
que assistiam as estrepolias dos escravos, desapareceram. Alguns
escravos, magoados e armados, fizeram menção de
atirar no ajuntamento de onde partira o insulto (bacalhau era o
outro nome do chicote). As portas da igreja tornaram a se fechar.
Um “cidadão respeitável” evitou o
pior.
Os escravos dirigiram-se às fazendas, em busca das
assinaturas, enquanto um mensageiro se pôs a caminho de
Vitória para avisar às autoridades da
insurreição. A primeira propriedade ocupada foi o
Engenho Fundão, de Paulo Coutinho Mascarenhas. Os
insurgentes obrigaram-no a firmar cartas de liberdade e confiscaram
armas e munições. Ao findar do dia, segundo
estimativas oficiais, cerca de trezentos escravos estavam em marcha
pelas fazendas. A tarde,
partiu de Vitória para São José do Queimado o
chefe de polícia e mais vinte praças, comandados por
um oficial. (Milicianos também foram enviados para Cariacica
e Itapoca, onde se temia iguais alterações.) Eram
poucos para conter tantos rebeldes. O fator decisivo foi a presteza
com que a população livre local acorreu à
luta. As cartas trocadas entre as autoridades policiais, o
presidente da província e ministros são
incansáveis em enaltecer a bravura, a coragem e o
desprendimento dos habitantes do lugar em dar combate aos negros. A
primeira refrega aconteceu no dia 20, próximo ao local
denominado Pendi-Yuca, onde os escravos estavam reunidos. A troca
de tiros resultou em ferimentos no comandante e no corneteiro. Os
escravos não sofreram nenhuma baixa, mas bateram em
retirada. A partir dali,
não haveria mais combates propriamente, mas apenas uma
caçada, como soem ser as caçadas. Soldados e homens
livres, lado a lado, reviraram morros e vales, invadiram
propriedades particulares (como aconteceu com a de João
Clímaco), vasculharam as senzalas e levaram os pretos que
quiseram. Os rebeldes apanhados, antes de conduzidos à
cadeia pública, foram entregues aos donos, de modo a
satisfazer a ânsia de vingança que o atrevimento
atiçara. Foram efetivamente presos e levados a julgamento
trinta e seis escravos. O julgamento dos implicados foi
célere: de 31 de maio a 2 de junho do mesmo ano de 1849. De
nada adiantou o talento oratório de João
Clímaco, advogado dos réus, que pediu ao júri
a absolvição dos cativos e a condenação
de Gregório. O tribunal absolveu seis réus e condenou
vinte e cinco outros a açoites, que variaram de trezentos a
mil chicotadas. Elisiário, João, Carlos, João
Pequeno e Chico Prego foram sentenciados à morte por
enforcamento. Enquanto os
réus condenados à pena capital esperavam a resposta
do Imperador ao pedido de comutação da pena, os
demais iam sendo levados ao açoite no cais da
Alfândega, em público espetáculo. (Mas
não todos: Manoel, escravo do Engenho Fundão, o
primeiro a ser visitado pelos insurgentes, ingeriu grande dose de
cal de parede, na prisão, e morreu. O crioulo
Sebastião atirou-se ao mar quando era conduzido ao
cárcere - o corpo só foi encontrado dias depois.)
Mas, mal iniciados, os açoites foram suspensos: o
escrivão das execuções criminais não
sabia como deviam ser contadas as chibatadas. Os relhos
possuíam mais de uma tira e o oficial de justiça
não sabia se cada pancada devia ser multiplicada pelo
número de tiras que cortava a carne dos supliciados. Juizes
trocaram cartas sobre o assunto e até o presidente da
província foi consultado. A controvérsia se resolveu
segundo o espírito do tempo, embora hoje soe ambígua
a solução: o Juiz Municipal, a quem coube a palavra
final, mandou que se contasse por cada pancada, sem esclarecer se
das tiras ou do relho. Na madrugada
de 7 de dezembro de 1849 cinco presos evadiram-se da cadeia, entre
os quais Elisiário, João Pequeno e Carlos. Não
arrombaram paredes nem danificaram cadeados. O carcereiro os
substituiu na cela por alguns dias, enquanto a fuga era
investigada. As diligências resultaram em nada. Nenhum
culpado, nenhuma explicação. Entre os escravos,
circulou a versão de que um dos fugitivos possuía um
amuleto preso ao pescoço, dotado de grandes poderes, capaz
de fazer Nossa Senhora da Penha ouvir a prece dos desesperados. A
santa teria adormecido soldados e sentinelas. Aqueles para os quais
ela olhou, nunca mais um senhor a mão botou, com
perdão da rima fácil.
Os escravos
João e Chico Prego foram enforcados. O primeiro, em
São José do Queimado, no dia 8 de janeiro de 1850; o
segundo, em Serra, três dias depois. A coreografia foi a
mesma. A lenta procissão pelas ruas dos povoados, o padre e
o carrasco à frente, o sinistro badalar da campa, as
leituras periódicas da sentença, a subida ao
patíbulo erguido de véspera, a corda, a queda e a
cavalgada do carrasco sobre os ombros dos rebeldes para bem acabar
de fazer a morte. Depois, no chão, o trabalho de esmigalhar
o crânio, as pernas e os braços dos mortos. O
carrasco, mandado vir do Rio de Janeiro especialmente para a
macabra cerimônia, recebeu em troca uma muda nova de
roupas.
Gregório
foi ouvido pela polícia no dia 10 de abril. A cópia
do depoimento está perdida. Não deve ter dito coisa
muito diferente do que escreveu na carta ao presidente da
província, no calor dos acontecimentos. Pouco depois, o
subdelegado de polícia acusou-o de tentar vender as telhas
da igreja. O presidente da província escreveu que ele se
entregava ao vício da embriaguez. Em setembro, a bem da
“tranqüilidade pública”, foi embarcado para
a Corte, no vapor Guapiaçu. Antes de partir, Gregório
invocou aos de Queimado o castigo dos céus: vaticinou que o
lugar cobrir-se-ia de luto e anunciou que a igreja de São
José seria consumida pelas chamas. Errou apenas quanto
às chamas.
(José
Roberto Pinto de Góes)
O autor José Roberto Pinto de
Góes é Doutor em História pela UFF, Professor
da UERJ, autor, com Manolo Florentino, de “A Paz das
Senzalas”, Civilização
Brasileira.
Fonte Internet: http://www.no.com.br/revista
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